Como trabalhar a autoestima de uma criança
25/01/2019

Uma boa autoestima é fundamental para que os pequenos se sintam mais seguros, felizes e realizados. Além disso, o amor próprio torna as crianças mais solidárias e altruístas, colaborando ainda no seu desempenho escolar e na conquista dos seus sonhos.

Sabendo disso, é muito importante que os pais se preocupem em fortalecer a autoestima e autoconfiança dos filhos, desde cedo, e isso é algo que pode ser feito de forma simples no dia a dia da família.

Reunimos aqui algumas maneiras de trabalhar a autoestima infantil, confira:


1. Incentive o desenvolvimento das responsabilidades da criança. De uma maneira positiva, crie alguns compromissos e exija, num clima de participação e interação, seu cumprimento por parte da criança.

2. Valorize seu esforço
Independente do resultado obtido, é importante reconhecer o esforço e trabalho da criança sempre que ela se dedicar a alguma atividade ou situação. Isso a estimula a tentar novamente e a se aperfeiçoar cada vez mais. Também procure ser claro e objetivo nos elogios sempre que seu filho se esforçar para realizar algo: “Você arrumou sua cama direitinho” ou “Sua tarefa de casa está completa e caprichada, muito bem!”, por exemplo. Assim ela vai saber pelo que está sendo parabenizada.

3. Evite comparações
Não compare seu filho com os irmãos, primos ou colegas. É importante ele entender que ninguém é melhor ou pior do que ninguém, todos somos diferentes. O elogie ou, se for o caso, o corrija por suas atitudes e esforços e não por ele ser pior ou melhor do que alguém.

4. Incentive seus novos projetos e ideias
Não desestimule a criança quando ela decidir se aventurar em um projeto diferente ou tiver uma nova ideia, pelo contrário, a incentive. Caso o projeto ou ideia não corresponda à realidade da família ou da criança, converse com ela francamente, explicando a situação e propondo alternativas.

5. Escute
Esteja aberta(o) para ouvir o que seu filho tem a dizer, crie um ambiente de confiança para que ele se sinta confortável para se expressar e o escute com atenção.

6. Leve a sério suas emoções e sentimentos
Quando seu filho estiver triste, chateado ou com medo, não diminua o que ele está sentindo. Leve a sério suas emoções e ajude-o a lidar da melhor maneira com elas. Diga que isso vai passar e pergunte o que pode ser feito para que ele se sinta melhor.

7. Promova a autonomia
Crie situações em que seu filho tenha que fazer escolhas (condizentes com a idade, claro), como decidir a roupa que vai vestir ou o filme que quer assistir. Também envolva-o nas tarefas domésticas, participar ativamente do dia a dia da família fará com que ele se torne mais responsável e independente, além de se sentir útil e importante.

8. Não rotule
Evite rotular a criança por suas características, como “desajeitada”, “bagunceira”, “distraída”. Isso pode fazer com que a criança interiorize as características e se sinta limitada a elas. Prefira utilizar palavras e frases positivas para corrigir suas atitudes, como “se você se organizar, vai ter mais tempo e espaço para brincar” ou “que tal tentar fazer desta outra maneira?”.

9. Mostre o que realmente importa
Principalmente se você tiver uma filha menina, é importante mostrar a ela que a aparência não é o mais importante e que ela não precisa estar de acordo com os padrões da sociedade para se sentir valorizada e bonita. Procure também não criticar seu próprio corpo ou aparência na frente da sua filha, isso pode fazer com que ela fique insegura em relação à própria imagem.

10. Seja realista sem ser pessimista
Às crianças é permitido sonhar e embarcar em fantasias irrealizáveis. Afinal de contas são crianças e têm o direito a ser inocentes. Contudo, os adultos têm a obrigação de ter os pés bem assentes no chão e, sem serem pessimistas, devem ter a noção exata do que é ou não alcançável.
Seja realista naquilo que incentiva a criança a fazer. Não melhorará em nada a autoestima da criança fazendo-a perseguir um objetivo inalcançável. Não lhe corte as asas, deixe-a voar, mas não alimente fantasias.